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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Mangusto luta contra cobra - Impressionante!



Quando vemos um pequeno mamífero confrontando uma enorme serpente nosso primeiro pensamento é: "Coitadinho desse bichinho ele não tem chances contra essa cobra!"
Mas você vai se surpreender com a ferocidade deste pequeno animal.


As 3 Melhores Lutas



Mangusto ataca Cobra - Luta Incrível!

Herpestidae é uma família de mamíferos da ordem Carnivora que inclui os mangustos e suricatas, entre outros animais. O grupo inclui cerca de 40 espécies, a maioria das quais nativas de África. Os herpestídeos ocupam uma grande variedade de habitats, desde florestas tropicais a desertos. Até 1993 os herpestídeos foram classificados na família Viverridae.
Os herpestídeos são carnívoros de pequeno porte, com 1 a 5 kg de peso e 20 a 75 cm de comprimento. São animais compridos e alongados de patas curtas e cauda longa. A cabeça é relativamente pequena com orelhas triangulares e pontiagudas. O focinho é afilado e triangular e é contíguo ao resto do crânio, por oposição aos viverrídeos que têm o focinho bem demarcado. Os olhos são relativamente grandes e apresentam uma pupila ovalada e horizontal. A maioria das espécies é uniformemente acastanhada, mas outras têm riscas.
Os herpestídeos têm entre 32 a 40 dentes pontiagudos e pouco especializados. Esta dentição é adaptada a uma alimentação diversificada, baseada em insectos, pequenos mamíferos, répteis e aves, ovos, raízes, frutos e bagas. Algumas espécies de mangusto são conhecidas pela sua facilidade em matar cobras venenosas. Podemos dizer que os mangustos são, de certa forma, imunes ao veneno das mais peçonhentas serpentes, como por exemplo, a Naja africana, pois mesmo ao serem picadas por elas, seu organismo reage de forma positiva e extremamente rápida. Algumas espécies são arborícolas, mas a maioria prefere habitar o solo. Os herpestídeos têm hábitos sociais muito variados, desde os suricatas que vivem em grupos numerosos a espécies de modo de vida solitário.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Chineses armazenam dados em bactéria


O grupo de estudantes e pesquisadores iGEM 2010, da Chinese University of Hong Kong, foi o responsável por uma pesquisa um tanto quanto inusitada. Eles conseguiram converter informações que armazenamos em nossos HDs para o código DNA.

O primeiro passo foi desenvolver o sistema que transcreve dados para DNA e os transforma de volta sem perder nenhuma informação. Em seguida, eles foram capazes de armazenar até 90 GB em apenas 1 g de bactéria E.coli.

Esta bactéria é muito comum entre os seres humanos, causadora de problemas como meningite e intoxicação alimentar. No entanto, os chineses afirmam que a perspectiva é de armazenar até 900.000 GB de informação em apenas 1 gr, o que levaria a uma conta impressionante, equivalente a 450 HDs de 2 TB.



Segundo os pesquisadores, estes estudos podem ter aplicações no futuro para guardar textos, imagens, músicas e vídeos. Além disso, poderá armazenar códigos de barra em organismos sintéticos, informações de segurança e até direitos autorais.

Origem do Texto: http://m.tecmundo.com.br/armazenamento/6765-chineses-armazenam-dados-em-bacteria.htm

Nova bactéria geneticamente modificada combate infecções hospitalares

Foto: Getty Images

E.Coli modificada foi capaz de perceber e matar outra bactéria que provoca infecções pulmonares em pacientes hospitalizados.

Pesquisadores de Cingapura conseguiram criar em laboratório uma bactéria Escherichia Coli, geneticamente modificada para o combate de infecções hospitalares. A nova bactéria construída a partir de ferramentas da biologia sintética é capaz de perceber e matar Pseudomonas aeruginosa, outra bactéria responsável por infecções pulmonares e gastrointestinais em pacientes hospitalizados. No experimento realizado em laboratório, a E. Coli matou a cultura de P. aeruginosa em apenas 18 horas.

O estudo representa um passo para a cura das infecções provocadas pela P. aeruginosa pois, ainda é preciso fazer testes em animais e humanos. “Acredito que ainda demore alguns anos ainda para que possamos desenvolver as bactérias modificadas e usá-las para o tratamento de infecções em pacientes reais. O próximo passo é o teste em animais”, disse ao iG Matthew Wook Chang, da Universidade Tecnologica Nanyang, em Cingapura, e autor do estudo.

A lógica do estudo foi criar um “espião” para as mensagens dadas pela bactéria P. aeruginosa. Na guerra das bactérias, a E. coli modificada foi quem se deu melhor. E os pesquisadores só conseguiram isto a partir da análise de modos de "mensagens" bioquímicas entre as bactérias da colônia.

“As modificações genéticas foram feitas através da inserção de trechos de DNA que codificam as proteínas usadas no sistema de comunicação, e que contém informações importantes, como instruções de controle, por exemplo, e que decide como e quando cada parte do sistema é ativada”, disse ao iG Andrew Hufton, editor do periódico científico Molecular Systems Biology, que publica o estudo nesta terça-feira (16).

E.coli: bactéria serviu de base para construção de possível arma contra infecções em hospitais
Tática de Guerra
Muitas bactérias têm um sistema natural de comunicação entre si, como é o caso da P. aeruginosa. Ela libera moléculas para que outras bactérias como ela a detectem, permitindo assim, que a colônia possa tomar “decisões” mais eficientes para atacar o corpo.

Mas a guerra não é tão simples assim. Ao mesmo tempo em que existe um sistema de cooperação, as bactérias também são muitas vezes pouco amigáveis umas com as outras. A P. aeruginosa libera muitas vezes toxinas para matar outras bactérias da colônia. “Mais uma vez, os pesquisadores pegaram os genes responsáveis por este papel biológico das P. aeruginosa, e introduziram no DNA da E.coli”, explicou Hufton.

Vale ressaltar que o estudo ainda não representa a cura da das infecções provocadas pela P. aeruginosa, pois o estudo foi feito apenas em culturas bacterianas de laboratório. Mesmo assim, mostra que no futuro a E.coli modificada pode representar uma nova arma contra a doença.

Os pesquisadores conseguiram demonstrar que a E.coli modificada matou a P. aeruginosa, com a redução de 99% das células viáveis, além de inibir a formação de cerca de 90% da formação de biofilme (um tipo de crescimento bacteriano que pode ser muito difícil de tratar, quando foi encontrado em um animal). Para os pesquisadores, a nova bactéria pode ser um novo caminho para a luta contra a P. aeruginosa, uma bactéria que se torna cada vez mais resistente às drogas.

Origem do Texto: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/nova+bacteria+geneticamente+modificada+combate+infeccoes/n1597158390028.html

Tardígrado, o animal mais resistente do planeta


Pensa que já viu de tudo? Conheça o pequeno Tardígrado.



Imortal? Quase. Não seria exagero dizer que esse pequeno animal é de outro mundo. Seu nome? Tardígrado, também chamado de urso d’água ou leitões do musgo. Essas criaturas são na verdade invertebrados do filo Tardigrada, possuindo oito patas, cada pata possui de quatro a oito pequenas garras e seu corpo varia de 0,05 a 1,25mm. Vivem entre os musgos e liquens, podendo ser fortemente pigmentados, indo do laranja avermelhado ao verde oliva.

Esses animais possuem uma anatomia complexa, são recobertos de quitina e não existe sistema circulatório e nem aparelho respiratório, as trocas gasosas são realizadas de forma aleatória em qualquer parte do corpo. A grande maioria se alimenta sugando o conteúdo celular de bactérias ou de algas. São encontrados em todo o planeta, desde o fundo oceânico ao alto do Himalaia. Das mais de 600 espécies conhecidas, cerca de 300 foram descritas no Ártico e na Antártica, também foram catalogadas 115 espécies na Groenlândia.

Em Setembro de 2007, a Agência Espacial Européia realizou uma pesquisa utilizando os tardígrados, colocando-os em uma cápsula espacial, a Foton-M3, e os enviou ao espaço. Resultado? Os bichinhos não só sobreviveram aos raios cósmicos, radiação ultravioleta e falta de oxigênio, mas ainda foram capazes de reproduzirem num ambiente tão inóspito. Para ter uma noção, no espaço, os raios ultravioletas são cerca de mil vezes mais intensos do que os encontrados na Terra. Ainda é um mistério sem explicação ou teoria para o motivo pelo qual estes animais conseguiram sobreviver por tanto tempo sem oxigênio e sendo bombardeado com altas doses de radiação cósmica.

Longevidade é uma das grandes características; podem viver até os 120 anos, um recorde para um animal com um tamanho tão pequeno. Como se não bastasse possuírem fantástico poder reparador, os Tardígrados simplesmente “desligam” seu metabolismo quando existem condições adversas como extrema seca. Possuem também a inacreditável capacidade de reparar o seu DNA de danos causados por radiação. Achou pouco?

Mais de 75 mil atmosferas é a quantidade de pressão que ele suporta, isso equivale a dezenas de vezes a pressão enfrentada pelos animais dos locais mais profundos do oceano, nas zonas abissais. Suportam também imersões durante alguns minutos em temperaturas de 200 ºC (duas vezes mais quente que a água fervente da sua chaleira). Solventes como o álcool etílico a 96% ou éter não fazem nem cócegas neles.

Se os seres humanos forem expostos a 100 grays de radiação, ocorre à morte devido à falência do sistema nervoso central, o que resulta em perda da coordenação motora, distúrbios respiratórios, convulsões, estado de coma e finalmente a morte que pode ocorrer em cerca de um ou dois dias após a exposição. Já os “imortais” tardígrados suportam nada mais e nada menos que 5700 grays de radiação. Dá para acreditar?

Todo mundo que passou pelo segundo grau, certamente sabe o que é o zero absoluto ou ao menos ouviu falar. É a temperatura na qual não existe movimentação de nenhuma molécula. É uma temperatura teórica porque é extremamente baixa, -273,15ºC, o que equivale ao zero na escala Kelvin e, apesar de os cientistas não terem alcançado esse valor, chegaram muito próximo.

Os tardígrados são realmente especiais. Algumas universidades americanas fizeram pesquisas com tardígrados, congelando-os em uma temperatura super próxima do zero absoluto, cerca de -271 ºC. Os cientistas não ficaram surpresos quando “reanimaram” os animais colocando apenas água e descongelando-os. Não se esperaria que nenhum animal sobrevivesse após terem sido congelados nesta temperatura, mas os tardígrados realmente provaram que são completamente diferente de todo o tipo de vida conhecida no nosso planeta.